Catas Altas

Situada ao pé da serra do Caraça,na vertente leste da serra do Espinhaço, Catas Altas integra-se ao circuito do ouro ao longo da Estrada Real. A região apresenta cachoeiras, trilhas para caminhadas, paredões para escalada e o Parque do Caraça com belas paisagens caprichosamente esculpidas pela natureza.

O encanto se completa com a deslumbrante arquitetura barroca de seu casario, igrejas, capelas e ruínas de pedra do século XVIII.

Com apenas aproximadamente 5000 habitantes, Catas Altas conserva o charme da vida do interior de Minas Gerais.

A cidade localiza-se a 120 km de Belo Horizonte, 70 km de Ouro Preto e 54 km de Mariana.

O arraial de Catas Altas do Mato Dentro começou a se desenvolver no início do século 18 e uma década depois já reunia uma pequena população de mineradores e escravos em torno da capela de Nossa Senhora da Conceição. Uma nova igreja que passa a substituir a antiga capela, passa a ser frequentada a partir de 1738 apesar de inacabada. As primeiras descobertas de ouro na região foram feitas na parte oriental do maciço do espinhaço em 1702, pelo Bandeirante Domingos Borges. As minas conhecidas como Catas Altas, tornam-se o núcleo original do arraial.

O nome “Catas Altas” provém das profundas escavações que se faziam no alto dos morros. A palavra “catas” significa garimpo, escavação mais ou menos profunda, conforme a natureza do terreno para a mineração. No povoado, as catas, os garimpos, as minas mais ricas e produtivas, estavam situadas nas partes mais altas, isto é, se encontravam no alto da serra e por isso, a atual cidade ficou conhecida como Catas Altas. “O povo vendo que cada vez mais o ouro estava diminuindo nos leitos dos rios e córregos, e com abundância nas partes altas, diziam: ‘as catas estão altas’, ‘as catas estão ficando em lugares mais altos’, ‘as catas estão em lugares de mais difícil acesso’.

A pequena e tranquila cidade é rodeada pela imponente Serra do Caraça. Há um conjunto arquitetônico bem preservado próximo à matriz de Nossa Senhora da Conceição. O conjunto arquitetônico barroco formado não só pela Igreja da Matriz, mas também por casas antigas ao redor da Praça Monsenhor Mendes, entre outras construções, traz para o presente a história do passado da pequena e bucólica cidade mineira.

Para proteger este rico acervo histórico, cultural e religioso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas. O conjunto arquitetônico e paisagístico do Santuário do Caraça, a Praça Monsenhor Mendes e a Igreja Nossa Senhora da Conceição são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


Imagens da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Detalhe do casario colonial com o Caraça ao fundo.
Centro histórico de Catas Altas.

Um dos mais famosos ícones da arte colonial mineira, a capela de Nossa Senhora do Carmo é conhecida popularmente como “Capela de Santa Quitéria”.

Situada no alto de uma colina, com destaque na paisagem, a capela setecentista foi restaurada em 1985, segundo projeto e orientação técnica do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG). Por meio desse trabalho, foi possível a reconstrução, nos moldes originais de seu frontispício.

A estrutura da construção foi feita em madeira e barro. O frontispício é chanfrado e possui uma torre central. O destaque no interior é para o altar-mor, em estilo joanino.

De origem regional datável da década de 1720/1730, o retábulo filia-se aos estilo nacional português já em evolução, introduzindo elementos joaninos como dosséis, colunas com flores e palmetas. A estrutura com par de colunas robustas apresenta nicho no intercolúnio. O dossel de coroamento é ainda muito pequeno, sendo a decoração dominada pelos motivos fitomorfos característicos da 1ª fase dos retábulos mineiros.

BICAME DE PEDRA

Entre as cidades de Catas Altas e Santa Bárbara, em estrada secundária destacam-se na paisagem as ruínas de um imponente projeto de engenharia do século XVIII. Um grande aqueduto conhecido como “Bicame de Pedras”.

Ruínas de um bicame, ou aqueduto, construído de pedra em 1792 para levar água da Serra do Caraça até o vilarejo de Brumado, hoje Brumal. Hoje restam apenas 200m de extensão e uma escadaria que dá acesso à parte superior.

Cachoeiras:

Cachoeira do Meio:

Bem em frente do centro histórico de Catas Altas, seguindo o córrego Maquiné, inicia-se a trilha em direção a cachoeira do meio. Pelo percurso podemos ver uma ruína de pedra em formato de curral edificada no período da exploração de ouro na região. O tempo de caminhada é de aproximadamente 1 hora. A cachoeira possui um pequeno poço para banho.

Cachoeira da Santa:

Cachoeira da Valeria:

Cachoeira das Borboletas:

Picos

Pico de Catas Altas

Pico do Horizonte

Contato

  • Estrada do Caraça - Km 2,6 - Brumal - Santa Barbara - MG