Barão de Cocais

Das muitas localidades surgidas da atividade mineradora, uma ficou conhecida como São João Batista do Morro Grande, tornando-se, anos depois, a cidade de Barão de Cocais. O município foi criado em 1943 com o nome de Barão de Cocais em homenagem a José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, um dos comandantes da Revolução Liberal de Minas que chegou a ser aclamado, em Barbacena, presidente interino da Província de Minas Gerais.

Durante todo o século XVIII e parte do XIX, o local teve sua atividade baseada na mineração. Um fascinante testemunho desta época é o sítio arqueológico de Gongo Soco. Comprada pelos ingleses no século XIX, a localidade da Mina de Gongo Soco se transformou em uma vila britânica nos trópicos, possuindo hospital, capela e cemitério particular. O conjunto das ruínas de Gongo Soco é tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico desde 1995. Assim, Barão de Cocais tem bons exemplares do patrimônio histórico. Na portada da Igreja Matriz de São João Batista, por exemplo, está uma bela escultura do santo executada pelo mestre Aleijadinho.

O município também possui ótimos atrativos naturais. Uma boa dica é o Distrito de Cocais, onde é possível encontrar um verdadeiro oásis escondido na mata, a Cachoeira de Cocais, que pode ser alcançada por trilha. Ela possui dez quedas d’água que descem de uma montanha de pedras com mais de 30 m de altura, proporcionando um espetáculo maravilhoso. Os saltos formam duchas naturais e uma grande piscina que proporciona gostosos banhos. Outra atração imperdível no distrito é a Pedra Pintada, onde algumas pinturas rupestres podem ser apreciadas.

Santuário de São João Batista

Primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho. Construção iniciada em 1764 e concluída em 1785. É considerada projeto de Aleijadinho , pelo desenho do frontispício, pelo arco cruzeiro, pela ousadia de dispor as torres diagonalmente em relação ao corpo de igreja. Aleijadinho esculpiu ainda a imagem de São João Batista em pedra sabão e projetou a tarja do arco cruzeiro no interior da Matriz. A Matriz possui altares folheados a ouro e a pintura do teto é atribuida ao mestre Ataíde.

 

Matriz do Rosário

Foi erguida em 1855 por iniciativa do Alferes Antonio da Silva Sampayo, para que os escravos, os negros forros e os mestiços da irmandade de N. Sra do Rosário assistissem às missas, uma vez que os mesmos não podiam entrar na Igreja de Santana (que era frequentada pelos senhores e nobres) e passou a ser a principal da Vila. A Matriz do Rosário está situada no Largo do Rosário, defronte ao Cruzeiro e ao Chafariz e foi sepultado em sua Sacristia o Mons. João Raimundo de Oliveira, benfeitor da Vila que realizou o acréscimo da Igreja. A primitiva igreja em 1921, passou por reformas e pintura, e é tombada pelo IPHAM.

 

Cachoeira do Cume "Cambota"

 

A cachoeira da cambota localiza- se no córrego São Miguel, onde forma vários saltos ao longo do seu curso; a água é límpida com temperatura girando em torno de 20ºc. Logo após o salto formam-se duchas naturais e piscinas, onde é possível tomar banhos; a região ainda é rica em orquídeas, canelas-de-ema e samambaias.

A Serra da Cambota faz parte da matriz de água de Barão de Cocais, faz parte em volume da 2ª e mais importante bacia. Está inserida em um ambiente chamado Eco Tono, que é uma área de transição entre 2 biomas, muito importante no clima da cidade. Possui uma fauna exuberante. Faz parte do complexo da Serra do Espinhaço.

É um ambiente propicio ao turismo, porém muito sensível. Seu subsolo é rico em componentes minerais, classificando-se como uma área estratégica para o município.

Serra da "Cambota" (Campos do Garimpo)

O maciço do Espinhaço, recentemente tombado pela Unesco como reserva da Biosfera, tem em sua formação geológica os desdobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito.
Região de rara beleza, proporciona aos adeptos do ecoturismo locais adequados para prática de caminhada, ciclismo de montanha e escalada. Com uma vegetação onde predominam os campos rupestres e as centenárias canelas-de-ema, dão ao local uma leitura peculiar com numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores e formas.
Conhecida como Serra do Garimpo, a localidade é uma região interfluvial das bacias do Rio Piracicaba em sua porção leste e da bacia do Rio das Velhas no seu lado Oeste.

Ruinas do Gongo Soco:

Gongo Soco é um testemunho de um dos ciclos mais marcantes na economia nacional, o Ciclo do Ouro. O sítio tem sua história iniciada em 1745, quando o cavouqueiro Bitencourt encontrou ouro nos cursos d’água que cortam a região. No final do século passado, foi adquirido por João Batista Ferreira e em 1825, a mina foi comprada por ingleses da Cornuália, que operaram entre 1826 a 1856, criando ali um florescente povoado britânico tropical, com hospital, capela e cemitério particular. Ficou paralisada durante muito tempo e em 1986, foi adquirida pela Mineração Socoimex que mantém até hoje resguardado o acervo ambiental e histórico da região.

 

 

Contato

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